Desvio estatístico não é evidência de irregularidade. Esta página existe para mostrar que os números publicados pelo TSE são coerentes entre si, explicar por que alguns testes famosos não servem para urnas, e apontar onde o resultado de uma seção foge do que o modelo esperava — com as causas comuns ao lado. Uma urna "atípica" aqui é uma urna que o modelo não previu bem, e quase sempre o motivo é o lugar: uma aldeia, um presídio, uma seção no exterior, uma seção com poucos eleitores. A integridade de cada boletim se verifica pela assinatura digital do TSE, não por estatística.
Cada boletim de urna sai assinado digitalmente pela própria urna, e o TSE publica o código que confere a assinatura. É a checagem de integridade que existe de fato. Esta página prometia rodá-la em 2026 numa amostra das urnas, e isso não foi feito: os boletins de 2026 foram baixados (todos, depois da apuração), mas a verificação precisa da especificação do arquivo de assinaturas e do verificador oficial do TSE, que este projeto não integrou. Para 2022 ela não dá mais para refazer aqui: o ambiente de resultados de 2022 saiu do ar em 28/09/2026. Quem quiser conferir uma urna pode usar as ferramentas do próprio TSE.
A lei diz que, em muitos conjuntos de números que se espalham por várias ordens de grandeza, o primeiro dígito é 1 em 30% das vezes, 2 em 18%, e assim por diante. Ela virou "teste de fraude" em redes sociais. Os mesmos dados — que conferem voto a voto com o total oficial — em três recortes: